A semana foi de expectativa em São José. Na terça-feira, 15 de setembro de 2026, a Prefeitura abriu as propostas da licitação internacional da Beira-Mar de Barreiros, considerada a maior obra da história do município. Quatro consórcios nacionais entraram na disputa. Uma semana depois, no dia 22, profissionais do setor se reuniram na própria cidade, no evento Cenário Continental, para discutir um tema que está na boca de quem compra, vende e investe: o crescimento do mercado imobiliário da parte continental da Grande Florianópolis.
Neste artigo, explicamos em que pé está a obra, o que ela deve mudar no dia a dia de quem mora na região e por que São José segue no radar de quem procura imóvel perto da Capital.
O que é a Beira-Mar de Barreiros
O projeto prevê uma nova avenida à beira-mar com cerca de 3,7 quilômetros, ligando o Rio Büchler, na divisa com Florianópolis, até a conexão com a BR-101. Além dela, estão previstos 2,8 quilômetros de melhorias em vias de acesso. O pacote inclui:
- ciclovia e calçadas largas para pedestres;
- iluminação em LED;
- espaços de lazer, esporte e cultura, como pista de skate e concha acústica;
- drenagem moderna e soluções de pavimentação sustentável.
O investimento total é de US$ 54 milhões (cerca de R$ 280 milhões). Desse valor, US$ 43,2 milhões vêm de financiamento do Fonplata, banco de desenvolvimento dos países da Bacia do Prata, e US$ 10,8 milhões correspondem à contrapartida, garantida pelo Governo do Estado.

Em que fase está a obra
O caminho até aqui teve idas e vindas. A licitação foi lançada em outubro de 2025, mas acabou suspensa em dezembro pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC), que pediu ajustes no orçamento de referência. Com as correções feitas pela Prefeitura, o processo foi retomado em julho de 2026, mantendo o mesmo projeto.
Agora, a comissão de licitação analisa a documentação técnica dos quatro consórcios, que têm sede em Chapecó (SC), Brasília (DF), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). O julgamento é por técnica e preço, ou seja, não vence automaticamente quem oferecer o menor valor. Essa etapa não tem prazo fixo. Depois dela, uma nova sessão pública vai abrir e classificar as propostas comerciais. Quando as obras começarem, o prazo previsto de execução é de 48 meses.
Em resumo: a obra ainda não começou, mas deu o passo mais concreto desde que foi anunciada. Para quem acompanha o mercado, esse tipo de marco costuma chamar a atenção de compradores e investidores antes mesmo da primeira máquina chegar ao canteiro.
O que muda para quem mora ou quer morar na região
Mobilidade
A nova avenida cria uma alternativa de ligação entre a divisa com Florianópolis e a BR-101, o que tende a desafogar ruas internas de Barreiros e dos bairros vizinhos. Na Grande Florianópolis, onde o trânsito é uma das maiores queixas de quem mora, cada nova rota pesa na escolha do endereço.
Lazer e qualidade de vida
Quem conhece a Beira-Mar Norte, em Florianópolis, sabe o quanto uma orla urbanizada muda a rotina de um bairro: caminhadas no fim da tarde, bicicleta, crianças brincando, comércio movimentado. A proposta para Barreiros segue essa lógica, com ciclovia, calçadão e áreas de convivência à beira da baía.
Comércio e serviços
Comerciantes da região veem a obra com otimismo e esperam mais circulação de pessoas, novos restaurantes e serviços. Esse movimento costuma acompanhar a chegada de moradores e de novos empreendimentos residenciais.
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Mobilidade
A nova avenida cria uma alternativa de ligação entre a divisa com Florianópolis e a BR-101, o que tende a desafogar ruas internas de Barreiros e dos bairros vizinhos. Na Grande Florianópolis, onde o trânsito é uma das maiores queixas de quem mora, cada nova rota pesa na escolha do endereço.
Lazer e qualidade de vida
Quem conhece a Beira-Mar Norte, em Florianópolis, sabe o quanto uma orla urbanizada muda a rotina de um bairro: caminhadas no fim da tarde, bicicleta, crianças brincando, comércio movimentado. A proposta para Barreiros segue essa lógica, com ciclovia, calçadão e áreas de convivência à beira da baía.
Comércio e serviços
Comerciantes da região veem a obra com otimismo e esperam mais circulação de pessoas, novos restaurantes e serviços. Esse movimento costuma acompanhar a chegada de moradores e de novos empreendimentos residenciais.
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São José no radar do mercado imobiliário
A obra chega em um momento em que São José já vinha ganhando destaque. Segundo o Índice FipeZAP+, divulgado em outubro de 2025, o município teve a maior valorização de imóveis residenciais de Santa Catarina em 12 meses: 11,09%, com preço médio de R$ 8.746 por metro quadrado. Desde 2019, quando a cidade passou a ser acompanhada pelo índice, o valor do metro quadrado praticamente dobrou.
Do outro lado da ponte, Florianópolis fechou agosto de 2026 com preço médio de R$ 13.531/m², a segunda capital mais cara do país no levantamento FipeZAP+, atrás apenas de Vitória (ES). A diferença de preço entre os dois lados é um dos motivos que levam muitas famílias a olhar para o continente: é possível morar perto da Capital, com acesso rápido ao Centro e às universidades, pagando menos por metro quadrado.
Esse foi justamente o tema do Cenário Continental, realizado em 22 de setembro em São José. A mensagem central do encontro foi que moradia, investimento e desenvolvimento imobiliário já ultrapassam os limites de cada município. São José, Palhoça e Biguaçu passam a ser vistos como partes de um mesmo território em expansão.
Vale a pena comprar agora?
Não existe resposta única, e nenhuma obra garante valorização. Mas alguns pontos ajudam na decisão:
- Pense no seu objetivo: morar, alugar ou revender no futuro pedem análises diferentes.
- Acompanhe o cronograma: grandes obras podem atrasar. Compre pelo que o imóvel oferece hoje, e trate a obra como um bônus possível.
- Compare bairros: Barreiros, Campinas, Kobrasol e Estreito têm perfis, preços e acessos diferentes.
- Verifique a documentação: matrícula, habite-se e situação do condomínio são essenciais.
- Conte com quem conhece a região: um corretor local ajuda a enxergar oportunidades e riscos que não aparecem no anúncio.
Perguntas frequentes
Quando começam as obras da Beira-Mar de Barreiros?
Ainda não há data oficial. As propostas foram abertas em 15 de setembro de 2026, e a comissão analisa a documentação técnica dos consórcios. Depois vêm a abertura das propostas comerciais, a definição do vencedor e a assinatura do contrato.
Quanto vai custar a obra?
O investimento previsto é de US$ 54 milhões, cerca de R$ 280 milhões, com financiamento do Fonplata e contrapartida do Governo de Santa Catarina.
Quanto tempo a obra vai levar?
O prazo previsto de execução é de 48 meses a partir do início dos trabalhos.
São José está valorizando?
Sim. Pelo FipeZAP+ de outubro de 2025, São José teve a maior valorização residencial de Santa Catarina em 12 meses (11,09%), com metro quadrado médio de R$ 8.746. Valorização passada, porém, não garante resultado futuro.
Conclusão
A Beira-Mar de Barreiros ainda está no papel, mas nunca esteve tão perto de sair dele. Somada à valorização recente de São José e ao interesse crescente pela região continental, a obra reforça um movimento que já está em curso: mais gente escolhendo morar perto de Florianópolis, com qualidade de vida e preço mais acessível.
Quer conhecer imóveis em Barreiros, Campinas, Kobrasol e outros bairros de São José ou de Florianópolis? Fale com a nossa equipe. Vamos entender o que você procura e mostrar as melhores opções para morar ou investir na Grande Florianópolis.
Fontes
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